Como e porque evangelizar nos presídios

Introdução
O Senhor Jesus está interessado em salvar não apenas os enfermos, mas igualmente os presos. Vejamos porque devemos evangelizar nos presídios, e depois vejamos como nós podemos fazer isso. Jesus não veio para os sãos e sim para os doentes, não veio para os justos, mas para os injustos, não veio para os salvos, mas para buscar e salvar os perdidos (Luc 19:10; Mat 9:10-13).

O ministério de Jesus consistia em proclamar libertação aos cativos (Luc 4:18). O Senhor Jesus está identificado não apenas com os enfermos, mas também com os presos. É por isso que Ele disse: “Estive na prisão, e fostes ver-me” (Mat 25:36). Então os cristãos perguntarão: “Quando te vimos na prisão, e fomos visitar-te ?” E então responderá Jesus: “Sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mat 25:40).

Na Carta aos Hebreus, o escritor exorta aos seus leitores que se lembrem dos presos como se estivessem presos (Heb 13:3).

Todas essas passagens bíblicas, tudo quanto falamos nos parágrafos acima, deve motivar-nos a evangelizar os presos.

Como Evangelizar nos Presídios

Assim como há normas para visitação nos hospitais, assim também há normas para visitar nos presídios. Os cristãos devem respeitar essas normas. Elas visam à boa ordem nos presídios e à segurança de todos. Infringir tais regulamentos, sob o pretexto de que Deus nos guarda e não permitirá que coisa alguma de mau aconteça é imprudência.  O candidato a evangelização em presídios  deve integrar um grupo autorizado junto a gerência dos voluntários, submetendo-se ao cadastramento e adquirindo o crachá depois de inteirar-se da rotina dos trabalhos e visitas intra-muros.

A evangelização nos presídios deve contar com literatura especial. A literatura usada na evangelização nos hospitais não é a mesma a ser usada nos presídios. Há poucas exceções a esta regra. Isto é, há poucos folhetos que podem ser usados nos dois ambientes distintos. Portanto, leia o material a ser distribuído nos presídios, e certifique-se se tal material é o mais indicado.

Cuidados com os textos bíblicos a serem usados. Não se recomenda pregar numa festa de aniversário no texto da morte de Lázaro. Em culto de bodas de casamento, normalmente não se prega sobre a besta do Apocalipse. Cuidado para não apontar o dedo acusador. Não use a Bíblia ou Deus como uma arma ou um juiz implacável contra os pecadores. Lembre-se que nós todos somos pecadores. Não são pecadores apenas aqueles que estão nos presídios.

Em sua fala nos presídios, procure sempre incluir-se entre os pecadores, entre os que necessitam do amor de Deus.

Procure observar os regulamentos do presídio. Não se coloque na posição de juiz nem de advogado dos presos. Você é um arauto de Deus. Você está ali como um pregador das boas-novas. Faça isso. Compartilhe o amor e o perdão de Deus para com os homens As sugestões abaixo frutificaram a partir da experiência adquirida durante os vários anos em que participamos rotineiramente das visitas aos irmãos encarcerados no Centro Penitenciário Cel Odenir Guimarães (antigo CEPAIGO),  promovidas por entidades espíritas da nossa capital.
1.    Vestir-se moderadamente. No caso das mulheres, evitar roupas transparentes e colantes no corpo. Preferir roupas soltas, que cubram os quadris, com a maior naturalidade possível e de cor clara. Existe uma norma relacionada à segurança prisional que proíbe o acesso intramuros (dependências internas) trajando roupas escuras (pretas).
2.    No contato direto com os reeducandos, evitar abraços ou intimidades que possam perturbá-los emocionalmente. É natural que alguns tentem uma aproximação maior, dado as condições em que vivem, segregados da família e da sociedade. Compete ao visitante manter uma postura de comportamento adequado dentro do grupo.
3.    À medida em que o visitante passa a conhecer melhor o ambiente prisional, constatará que a forma de tratamento entre os próprios reeducandos é carregada de adjetivos afetuosos, apelidos, etc. Muito cuidado para não incorporar estes hábitos, procurando aprender e declinar os nomes próprios.
4.    Tudo que nos propomos fazer, requer preparo espiritual, ao iniciarmos e ao findarmos quaisquer atividades. Assim, logo ao amanhecer, façamos preces de agradecimento pela oportunidade, com pedido de proteção e vibrações de harmonia para o grupo e para os irmãos assistidos. Após o encerramento da visita, reunirem-se para as recomendações e prece final.
5.    Observar as normas de segurança relativas a alimentos e outros objetos: – “não é permitido levar para os  internos frutas cítricas, tais como, abacaxi, laranja, uva, objetos cortantes, etc.”
6.    Selecionar livros e revistas que serão ofertados. Devem conter material instrutivo e nada que desperte animosidade, libido, etc.
7.    Inteirar-se com antecedência do conteúdo doutrinário, as melhores técnicas e formas de abordagem utilizadas pelo grupo, com prioridade para as lições evangélicas.
8.    Avisar com antecedência ao coordenador do grupo, quando houver algo que impeça o seu comparecimento no dia pré-estabelecido para a visita.
9.    A cada integrante deste voluntariado, cabe o dever de divulgar os trabalhos, procurando arrebanhar novos integrantes.
10.    A oração e a vigilância são pontos indispensáveis para o êxito do programa a ser desenvolvido. Em especial aos coordenadores e integrantes do grupo espírita, recomenda-se que paralelamente integre-se a grupo de  trabalhos de desobsessão.

2 thoughts on “Como e porque evangelizar nos presídios

  1. Gostei das instruçoes e recomendaçoes,estou começando a fazer esse tipo de trabalho de evangelizaçao nas cadeias e estou muito feliz pois faz parte do meu chamado com Cristo.
    Tudo que foi dito é verdade, precisamos tomar certas medidas ao fazermos parte desse trabalho,sendo assim deixe o espirito santo de Deus nos usar conforme a sua vontade, logo logo voce verá os frutos .

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